11 de dez de 2006

Z. L. II

A Z. L. também tem seu lado bom... Rever a família apesar dos pesares sempre é bom...
Ontem na casa de minha tia assisti a um filme excelente: Half Light (em português o nome é "Protegida por um anjo").
Vale a pena assistir. Excelente suspense, Demi Moore linda como sempre em atuação excelente... Valeu o fim-de-semana.
(Outras coisas também valeram, pessoal, o "valeu o fim-de-semana" está apenas para intensificar...)

10 de dez de 2006

Z.L.

Neste fim de semana realizei uma maravilhosa visita à Z.L., ao pessoal do lado materno. Me lembrou por vezes as visões do narrador-protagonista anônimo da novela "A História dos Ossos", do Alberto Martins. Ambiente degradado, pessoas desesperançosas (inclusive a visão da mulher de short na calçada xingando um homem agachado... Mas não havia homem agachado... Eram crianças...) E constatei quão bom é retornar à casa depois disso. é bom não porque aliena do que acontece naquele local, mas é reconfortante...

Estou triste hoje. Acho que são os sintomas da trimestite ferial aguda.... Já sinto saudades da Letras.

Na Z.L. ví uma criança de 2 anos dizendo que odeia a mãe por ser obrigada a comer quando queria brincar.
Ví uma mãe abismada pela filha de menos de 2 anos falar um palavrão no telefone.
Ví a mesma mãe falando palavrões e trocando 'elogios' com as irmãs, primos et cetera...
E todos abismados pela menininha (linda, diga-se de passagem) ter falado.
Disseram ser culpa da novela. Só porque a menina maltrata a mãe na novela. Sim sim, aquela que vai engravidar. E xingaram a menina (G., da novela...) de tudo quanto foi nome. E as crianças vendo. E a porta do corredor aberto e as crianças tomando vento. E o menino corre a mãe grita o pai pega a prima cai e o menino chora. Aí um pega o outro abraça, pega água abana "vai passar" "vai passar".

Não vai passar.

E "Nossa Senhora" que os ajude.
E vai cortar o bolo. Um sugere... Primeiro pedaço oferece pro pad'marcelo. Como se agora se fizessem oferendas a padres. Outro diz. Oferece pro véio, porque o véio merece. Esse foi ignorado. As crianças gritam as mulheres discutem pra quem vai o primeiro pedaço e todo mundo querendo ir embora. E bolo que é bom nada. E o bolo é aquele conhecido bolo de coco de outros outros e outros carnavais. Acho que de todos os que tenho recordação.

Vontade de ir embora pra casa. Cheiro de churrasco cerveja e pagode. Primos cheios de churrasco cerveja e pagode. E xingando a menina que maltrata a mãe na novela. Netas assistem a novela com a avó enquanto as mães saem na night. E a culpa é da menina que maltrata a mãe na novela. Coitadas das crianças. Não deveriam aprender com os adultos. Quem mandou ela querer copiar a tia que dança a mãe que fuma o tio que bebe a vó que xinga o vô rude o pai ausente? A criança está perdida.

E é culpa da menina que maltrata a mãe na novela. E é culpa da criança que aprende com a novela, afinal, a criança não deveria aprender com os exemplos dos outros.

Existem pessoas que acreditam...

Que as crianças aprendem porque "as crianças de hoje são espertas".
E as crianças de antes eram burras? Não, ora, nós éramos as crianças de antes!

Então... qual o problema? O problema é que... A menina maltrata a mãe na novela. E as crianças viram.

E os palavrões? Ah, mas isso as crianças aprendem mesmo...

Sempre as crianças... ou a menina que maltrata a mãe na novela.

9 de dez de 2006

Clearing Up...

Sou autêntico.
Ah, mas isso pode te trazer problemas.... Certamente. mas estou mui disposto a enfrentá-los. Eu não entendo como podem tão facilmente surgir as ranhuras em egos e as dores d'alma. A política é baseada na falsidade, e esta é carregada de erros. Talvez por isso a política enoje tanto a todos...

Resumo, reúno, compilo e publico algumas coisas que pensei, que lí, que ouví e que pensei ter ouvido sobre a amizade...:

"Amizade não é prisão. Amizade é liberdade. É aceitar a opinião do próximo... e no caso da não-aceitação, é uma discussão saudável. É aceitar o próximo e tentar entendê-lo sob seu próprio ponto de vista, não apenas sob a máscara individualista sob as quais suam os rostos daqueles que tentam sorrir. O mundo vai mal, vai muito mal. E precisamos de ajuda para passar por isso."

Quem quer ajuda? Quem quer ajudar? Muitas pessoas não imaginam o quanto eu estou disposto a ajudar quem está ao meu redor. Exemplo disso foram as vendas que realizei em parceria com o F... Vendas apenas por amizade, não pelo que receberia em troca.

Ah... se vocês soubessem! Se vocês soubessem, e parece que infelizmente tenho que ficar redesenterrando (já que vira-mexe desenterro e desenterro) meu passado, pra que as pessoas que me conhecem saibam e acreditem em quem realmente sou! Será que as pessoas não conseguem simplesmente amar por amar o amigo? Amar o amigo, sim, e porque não?

"As pessoas agravam as relações ao invés de facilitar, as pessoas inquirem os que estão em volta como se estivéssemos todos entrelaçados por correntes, cadeados, em grilhões apertados, nos quais nos obrigam a inferir sobre as coisas com o mesmo raciocínio e buscando o mesmo resultado, nos obrigam a aderir às suas conclusões.
Não deve haver adesão por obrigatoriedade, amizade por obrigatoriedade, não devem ser realizados atos por obrigatoriedade, não se deve ler livros por obrigatoriedade, não se deve amar por obrigatoriedade, não se deve viver por obrigatoriedade... Sabemos que a obrigatoriedade tem o poder de fazer qualquer coisa perder o feeling, e eu realmente me sinto muito à vontade para fazer as coisas que eu quero fazer. Quando quero fazer.

"Mas a amizade também deve embazar-se na cessão, na preocupação com o próximo, não com o próprio", dirão vocês. E concordo. Mas a amizade também deve entender a resistência, quando não há cessão. E a cessão deve estar atrelada a outras coisas, não apenas a cessão pela cessão ou a resistência pela resistência, por achar bonito ser igual ou por achar bonito ser diferente... Por desconsideração total ou consideração incondicional.

Talvez a resistência ocorra pelo excesso de consideração. Consideração tão grande que prefere a distância ao incômodo de sua companhia. Que prefere o silêncio ao incômodo da repreensão exacerbada. Que prefere a ausência ao incômodo dos pensamentos distantes.

8 de dez de 2006

Este é meu segundo post... é estranho voltar à atividade blogueira, ainda mais com essa cara nova e esse novo nome... Chamando o Blogue de "O Crítico" incrivelmente faço uma grande auto-crítica, e esse é o maior barato do blogue. Se repararem bem, o blogue não vai deixar de ser uma auto-crítica... e um palquinho de exibições desse meu eu-crítico. Mas além disso será também para alguns de meus devaneios noturnos, ou vespertino-sabatinos, ou dominico-vespertinos... (Credo, daqui a pouco começo a colocarum sufixorium à lá G....).

Também vai ter espaço, lógico, para todos os gêneros (estilísticos, pessoal...). Jurídico, deliberativo ou demonstrativo, ou grave, médio, tenaz, ou... Sei lá, prefiro aquele misto, mistura todos eles e vai saindo esse texto com cara de sabe-deus-o-quê... Ainda não estou acostumado com a rotina de postagens diárias ou a cada dois ou três ou mais dias. Nunca me acostumei com rotinas obrigatórias (redundante master) em minha comunicação virtual ou em minha vida (falando em lazer, não compromissos de trabalho, escola et cetera). Preciso voltar a escrever, porque senão meus antes alegres e cativantes textos se tornarão massas de caracteres desconexos ou interligados por inventividades decrépitas... e as inventividades decrépitas estão se aproximando...

Peço às musas que me ajudem e me inibam de sucumbir a elas!

Andra moi énnepe Moûsa, polýtropon hòs mála pollá (Homero, Odisséia)

(Tá, o verso não fala em proteção das musas contra inventividades decrépitas... mas foi o único que decorei!)

5 de dez de 2006

Apresento-lhes, com certo orgulho e certa apreensão, meu novo blog...

Porquê "O Crítico"?

Porque é esse que sou, é assim que sou e é essa a minha visão de mundo. Há tempos sou chamado de "Crítico", então resolvi aceitar o título a que faço tão juz. Não consigo ver algo que poderia ser melhorado sem reparar que poderia ser melhorado. Não consigo simplesmente aceitar as relações humanas, sejam familiares, amorosas ou de amizade sem realizar internamente meus questionamentos. Poderia ser "O Idealista", mas bem nos disse nosso mestre, "o mundo está longe de ser o ideal". Longe ou perto do ideal, temos que entender os problemas de nosso mundo. "Sempre foi assim", "Todo mundo faz assim", "Todo mundo gosta" ou "todo mundo qualquer coisa" não se aplicam a mim e são frases que não gosto de repetir (ou ouvir).

Sou assim. Essa tônica seca não me pertence a todo momento, mas atualmente tem permeado grande parte dos meus perplexos pensamentos. Essa tônica se esvai quando os pensamentos vão para uma área mais colorida e menos populosa de mim... O coração (falando nisso...: linda, nem vou citá-la nesse post porque você merece um só pra você. Fugindo do trivial, Maravilhosa, te dedicarei meu terceiro post... e o subtítulo deste blogue).


Bem-vindos sejam todos, futuros leitores assíduos desse blogue... =-)