2 de fev. de 2008

La Vénus d’Ille, Prosper Mérimée

La statue.



J’admirais le naturel parfait de toutes ses réponses ; et son air de bonté, qui pourtant n’était pas exempt d’une légère teinte de malice, me rappela, malgré moi, la Vénus de mon hôte. Dans cette comparaison que je fis en moi-même, je me demandais si la supériorité de beauté qu’il fallait bien accorder à la statue ne tenait pas, en grande partie, à son expression de tigresse ; car l’énergie, même dans les mauvaises passions, excite toujours en nous un étonnement et une espèce d’admiration involontaire.



Parfait.

1 de fev. de 2008

Porque a frase é de autoria do Silvio Brito.

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Escovar os dentes
Com a boca cheia de fumaça...

Você acha graça
Porque se esquece
Que nasceu numa época
Cheia de conflitos
Entre raças...

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Tirar fotografia
Prá arrumar meus documentos...

É carteira disso, daquilo
Que até já amarelou
Minha certidão de nascimento
E ainda por cima...

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer...

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Esperar a hora de usar
Meu título de eleitor
Emborolado...

E ver no rosto das pessoas
A mesma expressão
De ascensorista de elevador
Mal remunerado...

Pare o mundo
Que eu quero descer
Que eu não agüento mais
Ouvir falar
Na crise da gasolina
Que já vai aumentar outra vez...

E pensar que a poluição
Contaminou até as lágrimas
E eu não consigo mais chorar
E ainda por cima...

Tem que pagar prá nascer
Tem que pagar prá viver
Tem que pagar prá morrer...


Tá tudo errado
Tá tudo errado
Desorientado segue o mundo
E eu não posso mais
Ficar parado...

Tá tudo errado
Tá tudo errado
Eu só quero ter você comigo
E mandar o resto pro diabo...

Tá tudo errado...

Pare o mundo que eu quero descer - Silvio Brito.
(O clipe, que eu desisti de 'incorporar' aqui... ninguém assiste)

30 de jan. de 2008

Resumo de Janeiro (pt. 1)

Um Mês de Alegrias.

25 de jan. de 2008

Se chovesse todo dia!

A árvore amanheceu em festa.

Dezenas de passarinhos, dos mais variados,
Comiam as frutas que brotam das chuvas
que cairam ontem.

Cantavam enquanto
a água farfalhava as folhas,
movimento simples.

Ocupavam seus bicos com as frutas,
vermelhas, fora de época.

Ternuras...

Lembraram meus irmãos
E um pacote de chiclete,
Correndo pela sala de minha avó.

23 de jan. de 2008

Quem veio primeiro: o título ou o texto?

Ia escrever um post bem interessante, algo reflexivo, interno, profundo, com diversos matizes e tons e cores. Desisti. Desisti porque quando cliquei no campo título para escrever o título, escrevi três caracteres "Tud" e então resolvi clicar embaixo, aqui mesmo, no nosso "papel em branco digital", o campo onde o texto flui, para escrevê-lo, sem pensar no título. Aí que me veio a estranha sensação de que o texto já tinha um nome definido e eu estava mudando o rumo dos fatos. E a sensação de que escrevendo o título primeiro eu estaria realizando uma auto-coerção. O texto não teria exatamente um tema específico, gostaria aberto, então o título seria realmente repressivo aos meus pensamentos. Mas e o pensamento do título-frase que me veio à mente quando idealizei tal texto?

Nesse "escrevo o texto ou crio o título", me pus a pensar. Quantos textos escrevo os títulos primeiro, antes de desenvolvê-lo? Em Diagonal, o diagonal surgiu no final. Em Ali. Sépia, o título veio de uma contemplação posterior... E na maior parte também.

Ficou a dúvida e a pergunta que gostaria de compartilhar com vocês:

Quem veio primeiro: o título ou o texto?


O título nasceu na frase acima. E sorrindo.

20 de jan. de 2008

Canção do exílio

É verdade. Andei meio sumido.
Mudei de casa, mulher, amigos.
De repente, a barra ficou pesada
e não foi fácil encontrar abrigo.

Recolhi meu time de campo,
tresli versos de Drummond:
- Fique torto no seu canto.
Confesso que até foi bom.

Levei a vida de um clandestino,
no começo, doeu pra burro.
Depois compreendi: meu destino
era caminhar pelo lado escuro.

Fui posto em xeque, à prova
concha ambígua do ostracismo.
Mas, construí uma vida nova
sem rancor, surto, onanismo.

Hoje, novamente, me recifro,
nesta antiga canção do exílio.
Sob o forte sol do isolamento,
viso os territórios do princípio.

Augusto Massi

A Chuva.

É uma linda música.