11 de nov. de 2007

Lenços.

Estou num estado que, se for abraçado, choro.



Não me abracem...



(Ou, lenços a postos...)

4 de nov. de 2007

Até as quatro.

A gata suspira no sofá,
Uma mosca desliza no ar...
Os dedos correm pelo teclado.
Yann Tiersen flui por toda a casa.
A luz, agressiva,
invade cada poro.
Os olhos ardem.

***

O inverno virou primavera
A primavera é transição
Mas a transição não houve
e o inverno virou verão.

***

Os siriris voam em sóis
A poluição preenche as narinas.
Aromas diversos se misturam,
(um caminhão não me deixa sentí-los).

***

O barulho não acabou
(nem acaba).
A noite que não começou,
Promete.

***

Enquanto isso, a gata boceja no sofá, ao ouvir a introdução de La dispute.

31 de out. de 2007

A Juliana: Uma Promessa.

A gente dá

amor...
carinho...
atenção...

E o que a gente recebe em troca?

Nada.

Isso dói...! Isso dói muito!

(Ju, me remirei... tá bem?)

(Isso porque ela está em minha cabeça... Ah, e, esclarecendo... não é dor de cotovelo... o trecho acima é uma citação de diálogos de borboletas...)

28 de out. de 2007

Olhos a menos trinta.

Mãos nos bolsos são uma posição de alta-auto-defesa. Auto-comiseração. Anda por aí com as mãos no bolso, pra ver. Os seus braços se juntam ao corpo, os ombros se encolhem... daqui a pouquinho vai estar parecendo um lagostim, curvadinho... Os ombros se acostumam a essa posição, e (in)conscientemente a cabeça vai baixando, baixando... Baixa até os olhos tocarem o horizonte inferior. O queixo a menos trinta graus. Nesse ângulo a boca se fecha. A respiração se dificulta. A garganta trava, as mãos se seguram.

Seguram no que não há, se apertam buscando o refúgio do toque, fogem do vento. A posição é ideal para olhares oblíquos auto-inferiorizadores, tristes, depri(midos/mentes). Se amarram, dedo a dedo, num invólucro de pele desabitada, e o vazio da palma curva enlaçada é o vazio dos dedos endurecidos que é o vazio das próprias mágoamarras, desenlaçar de mãos. Se comprimem a si mesmas, se prendem ao seu próprio vazio, se atam no desenlace, se fecham na liberdade, se escondem por estarem nuas.

27 de out. de 2007

Um paná-paná

Fui e voltei com a Andressa ontem... Conversamos tanto!

Ela me faz pensar em um paná-paná em céu azul vivíssimo e flores amarelinhas, lindas, lindas...
correndo em meio às borboletas no vento.


Me faz bem!

25 de out. de 2007

Descobri

Que não sou um tímido... Sim um solitário.

24 de out. de 2007

A Letras

Está sem graça.

Ontem.
Hoje.
Amanhã.

Quem sabe sexta a graça volta

entre tantos...